11 de mar. de 2011

O TEMPO DA QUARESMA
 O que quer dizer Quaresma?
        A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
        Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira (até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive - Diretório da Liturgia - CNBB) da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
        Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.        Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.
 Qual o significado destes 40 dias?
        Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
 O que os cristãos devem fazer no tempo de Quaresma?
        A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.
 Ainda é costume jejuar durante este tempo?
        Sim, ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.
        Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
        O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.
 O que é a Campanha da Fraternidade?
        O percurso da Quaresma é acompanhado pela realização da Campanha da Fraternidade – a maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Cada ano é contemplado um tema urgente e necessário.
        A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se tão especial por provocar a renovação da vida da igreja e ao mesmo tempo resolver problemas reais.
        Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor: exigência central do Evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.
        Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o compromisso de restabelecê-la. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.
 Como começou a Campanha da Fraternidade?
        Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
        Este projeto se tornou nacional no dia 26 de dezembro de 1963, com uma resolução do Concílio Vaticano II, a maior e mais importante reunião da igreja católica. O projeto realizou-se pela primeira vez na quaresma de 1964. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.
 Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?
        A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
        Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.
 Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?
        As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da Semana Santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.
        Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.
        Depois, vem a celebração da Sexta-feira da Paixão, também conhecida como sexta-feira santa, que celebra a morte do Senhor, às 15 horas. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.
        No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

Fonte: CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
           Arquidiocese de São Paulo - Vicariato da Comunicação

13 de fev. de 2011

Papa não mudou nada da doutrina sobre preservativo



O Papa Bento XVI não alterou em nenhum ponto a doutrina referente ao uso do preservativo, exposta na Humanae vitae, nem o aceitou simplesmente como um "mal menor" que relativiza a condenação da prostituição.

Este é o esclarecimento feito pela Congregação para a Doutrina da Fé, em uma nota divulgada hoje, com o título Sobre a banalização da sexualidade. A propósito de algumas leituras de "Luz do mundo".

Nela, a Congregação se posiciona frente às "diversas interpretações não corretas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual", a partir da publicação do livro-entrevista a Bento XVI.

O pensamento do Papa "foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos em que se alude à sexualidade humana".

Algumas interpretações, sublinha a nota, "apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja - hipótese esta que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação".

"Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição, não constituem uma alteração da doutrina moral nem da práxis pastoral da Igreja", afirma a nota.

Moral conjugal

A Congregação sublinha que, em suas palavras sobre o preservativo, o Papa "não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção".

"Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no nº 14 da encíclica Humanae vitae", que exclui o uso do preservativo como meio anticoncepcional.

"A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento", acrescenta a nota.

Prostituição

Em suas declarações, o Papa "refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral".

Em sua visão da prostituição, esclarece a nota, a postura da Igreja é de condenação: "A prostituição há de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas".

No entanto, no caso de pessoas infectadas com o vírus da AIDS e conscientes disso, "além do pecado grave contra o sexto mandamento, cometem um também contra o quinto, porque conscientemente põem em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública".

A respeito disso, o Papa afirmou que "os preservativos não constituem ‘a solução autêntica e moral' do problema do HIV-AIDS e afirma também que ‘concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade'".

"Além disso, é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado"; e; assim; o Papa disse que "o recurso ao preservativo, ‘com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode, entretanto, representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana'".

"Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: ‘Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV'", acrescenta a nota.

Mal menor?

Com relação a certas interpretações das palavras do Papa, apoiadas na teoria do chamado "mal menor", a Congregação esclarece que tal teoria "é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista".

"Toda a ação que pelo seu objeto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição, valendo-se do preservativo, pode ser licitamente escolhida como mal menor", sublinha a nota.

"A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição, mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade", acrescenta.

Em resumo, a nota afirma que "os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimônio e a fidelidade dentro do pacto conjugal".

Da mesma forma, "é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque - como diz o Papa - são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor".

Quatro novos diáconos são ordenados na Arquidiocese de Maceió


A Arquidiocese de Maceió acolhe quatro novos diáconos para o exercício do ministério temporariamente, até serem ordenados sacerdotes. A solenidade aconteceu em um celebração eucarística ocorrida segunda, 7, na Catedral Metropolitana, sob a presidência de Dom Antônio Muniz Fernandes, Arcebispo da referida Arquidiocese.
Os ordenados foram Charles da Silva, da paróquia de São Maximiliano Kolbe, no Benedito Bentes, Erivaldo Xavier, pertencente à paróquia de São Sebastião, no Tabuleiro do Pinto, José Alex, da Paróquia de N. Sra. das Brotas, em Atalaia (AL), e José Luciano Duarte, da Paróquia do Menino Jesus de Praga, situada no Jardim das Acácias.
Com início às 19h45, a procissão de entrada dirigiu-se ao presbitério com a presença de seminaristas, padres, diáconos e o presidente da celebração. A música ficou sob a responsabilidade do Coral N. Sra. do Livramento, que exerce suas atividades na Igreja N. Sra. do Livramento, localizada no centro da capital alagoana e o comentário da celebração sob a regência de Mons. Celso Alípio Mendes Silva, pároco da Catedral.

Em sua homilia, Dom Antônio relacionou a ordenação com o lema da Igreja de Maceió como missionário e samaritana. “Tudo o que escutamos na Liturgia já é suficientemente motivador para o sentido desta celebração e para o sentido da vida destes quatros irmãos da Igreja, e para mim são filhos desta Igreja a partir deste momento, pela filiação divina, pela inserção do clero daqui a pouco no presbitério. Esta é uma Igreja que tem procurado ser missionária e samaritana, e o que estamos vivendo neste momento diz respeito à Igreja Samaritana. A figura do diácono, a pessoa e o serviço do diácono, está intrinsecamente ligado ao ministério samaritano da Igreja. Alguém pode até ficar surpreso e dizer que o bispo se preocupa muito com isto, mas se não o bispo não se preocupar em qualquer Igreja de Jesus Cristo que lhe foi confiado pelo Santo Padre e pelo próprio Cristo, se o bispo não tiver a solicitude samaritana, aí não existe Igreja, não existe Diocese, não existe trabalho. Porque nós fomos todos constituídos por Deus para que fossemos missionários e samaritanos”, afirmou.

Seguida como de costume no rito de ordenações, os diáconos ao serem apresentados ao povo de Deus foram extremamente aclamados com palmas e fogos de artifício. O discurso final de agradecimento ficou por conta do Diácono José Luciano Duarte ao qual enfatizou o papel das famílias para o acompanhamento e formação dos futuros presbíteros, bem como acentuou o identidade do diácono chamado ao serviço, por isso estão motivados a servir à Igreja de Maceió como missionários e samaritanos. A solenidade foi encerrada por volta das 22h, sendo seguida de congratulações do povo aos recém ordenados.
Diáconos Permanentes
Em homenagem aos cinqüenta anos do Concílio Vaticano II, Dom Antônio Muniz Fernandes anunciou que irá ordenar diáconos permanentes para a Igreja de Maceió. Os mesmos são homens casados que estavam em preparação a partir de estudos na área da teologia e já exercem atividades nas paróquias e nas dioceses. Eles exercerão o ministério do diaconato de forma permanente e por isso não terão sua ordenação em vista do sacerdócio, como aconteceu com os quatros ordenados da noite.

“Serão por mim criteriosamente escolhidos, por desejo ordenar aqueles que estão envolvidos com o projeto da Igreja em ser missionária e samaritana. Por isso, devem ser diáconos com o pé no chão”, afirmou o arcebispo.

Ainda não foi divulgada a data da ordenação.

Arquidiocese realizará Seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2011

A coordenação de pastoral Arquidiocese de Maceió promoverá no dia 12 de fevereiro um Seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2011.
A Campanha da Fraternidade deste ano reflete o tema “Fraternidade e a Vida no planeta” e o lema “A criação geme em dores de parto”.
O Seminário será Assessorado pela Equipe de Campanhas da Arquidiocese.Deverão participar duas pessoas por paróquia, movimento,pastoral e vida religiosa
O Seminário será no Auditório do Sindicato dos Bancários – Centro/Maceió ( próximo ao Bompreço da Buarque de Macedo ) de 8 ás 12h.

18 de jan. de 2011

A importância da Liturgia
Liturgia é prestar culto de adoração e louvor a Deus

  Liturgia é uma palavra que vem do grego e significa obra em favor do povo.
palavra liturgia aparece nos escritos cristãos do século II e III como um encargo, uma função desempenhada na Igreja dentro do culto sagrado. É uma funçãodesempenhada pelos bispospadres e diáconos
liturgia é a fonte da espiritualidade, da missão e da justiçaCria laços defraternidade e dinamiza a solidariedade. Solidifica o compromisso com a verdade e a igualdadeEla é o cume da caminhada, das lutas e dos empreendimentoshumanos na construção do reinoSem liturgia não é possível viver plenamente acomunhão com Deus e com os irmãosNão é possível ser Igreja. A liturgia é a vidade Deus em nós e para nósEla celebra a ação de Deus e nos faz seres maishumanos e mais justos. Nela realizamos o encontro com Deus. Jesus Cristo nosreúne e preside a reunião da comunidade.  Nas leituras, é Ele mesmo que nos falanos transforma com a força da sua Palavra. Na liturgia, o Espírito Santo nos revela os mistérios de Deus, move os coraçõesreforça a nossa resposta e opera a salvação.
  A finalidade da liturgia é prestar culto de adoração e louvor a Deus e ajudar nasantificação do homem.  A obra Sacerdotal de Cristoque a liturgia realiza, estápresente e se prolonga na Igreja de quatro modos: na missanos sacramentos, na proclamação da palavra de Deus e nas orações comunitárias.   
  A liturgia celebra o Mistério Pascal de Cristo que é o acontecimento central danossa Cristo permanece presente e vivo em cada celebração litúrgica. Podemosdizer que liturgia é ação de Cristo e ação da Igreja.
  A ação litúrgica faz memóriaisto é, torna presente e realiza os acontecimentos da salvação. isto é feito através de sinais e ritos.
  Podemos entender a importância da liturgia para a vida da Igreja comparando-acom o sangue no corpo humanoPor meio dela a vida se renova. As células se fortalecem. O corpo se sustenta. A vida continua. A celebração litúrgica é Deusmesmo agindo e imprimindo em nossa vida o seu jeito de amarservir e perdoar. Aliturgia é importante não  porque nela renovamos o compromisso batismal e anossa aliança com Deusmas também porqueem Cristo e por Cristo, oferecemos overdadeiro sacrifício de louvor e nos oferecemos com Cristo ao Pai. Na liturgiasolidarizamo-nos com a humanidade e por ela rezamos. Imploramos pela suasantificação e convivência pacífica. Lembramos o que somos diante de Deus e professamos o que Deus é para nós e o que queremos ser para Deus.

Liturgia antes do Concílio Vaticano II:

  No início do cristianismo as celebrações litúrgicas eram realizadas num clima decriatividadealegria e muito calor humanoCom o passar do tempo porém, foi se perdendo o caráter festivo, celebrativo e participativo do povo. A missa era emlatim, o celebrante ficava de costas para o povo, o altar ficava distantemal podiaser visto pelo povo e a palavra de Deus era de difícil acesso para o povo simples.Porém com o Concílio Vaticano II, que aconteceu de 1962 a 1965, houve a reformalitúrgicaque devolveu à liturgia todo o sentido e a força original.
Em 1963 tivemos o documento Conciliar sobre a liturgia, chamado 
"Sacrossanctum Concilium", qual afirma solenemente que a liturgia é fonte e cume de todas asações da Igreja. Sendo fonte, todas as atividades da Igreja nascem da liturgia. Sendo cume, todas as atividades da igreja terminam na liturgia.
Na liturgia Deus fala com o seu povo e o povo responde, ora com cânticosora comorações. Se a liturgia é fonte e cume de toda a vida cristã, então todo o esforçodeve ser feito para que as celebrações sejam bem preparadas.
  A liturgia é assunto inesgotável. O universo da liturgia é sublime e não podemos contentar-nos com pouca coisa. Devemos estar sempre buscando e aprofundando,pois temos extenso e rico material para nos orientar, tendo sempre o cuidado paranão querer inventar da própria cabeçamas devemos seguir as orientações dosdocumentos da Igreja.

  Segundo o Papa Bento XVI: liturgia não é «algo acrescentado» à vida cristã, masseu «coração». Considera que a liturgia «não é algo estranho» no afazer daparóquiamas o «ponto de unificação» e inclusive o «coração» do qual vem a forçapara agir
  O pontífice destacou a necessidade de que os fiéis «redescubram» a Eucaristia emtoda a sua plenitude. «Devemos aprender a celebrar a Eucaristiaaprender aconhecer Jesus Cristo, o Deus com rosto humano, de pertoentrar realmente emcontato com Eleaprender a escutá-lo e aprender a deixá-lo entrar em nós», explicou.  A comunhão sacramental «é precisamente esta interação entre duaspessoasNão pego um pedaço de pão ou de carnemas pego ou abro meu coraçãopara que o Ressuscitado entre no contexto do meu serpara que esteja dentro demim e não  fora de mim, e assim fale comigo e transforme meu serme  osentido da justiça,  em zelo pelo Evangelho». 
  Diante disso, acrescentou, «devemos colaborar todos em celebrar cada vez maisprofundamente a Eucaristianão  como ritomas como processo existencial queme toca em minha intimidademais que qualquer outra coisa, e me mudametransforma. E transformando-me, dá início à transformação do mundo que o Senhordeseja e da qual quer fazer-me instrumento». 
Hideli Cavaccini         

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