28 de ago. de 2011

Crises no matrimônio e fidelidade conjugal





Este ideal de fidelidade conjugal nunca foi fácil (adultério é uma palavra que ressoa sinistramente até na Bíblia); mas hoje a cultura permissiva e hedonista na qual vivemos o tornou imensamente mais difícil. A alarmante crise que a instituição do matrimônio atravessa em nossa sociedade está à vista de todos. Legislações civis, como a do governo espanhol, que permitem (e indiretamente, de tal forma, estimulam!) iniciar os trâmites de divórcio apenas poucos meses depois de vida em comum. Palavras como: «estou farto desta vida», «se é assim, cada um por si!», «vou embora», já se pronunciam entre cônjuges diante da primeira dificuldade (dito seja de passagem: creio que um cônjuge cristão deveria acusar-se em confissão do simples fato de ter pronunciado uma destas palavras, porque o simples fato de dizer é uma ofensa à unidade e constitui um perigoso precedente psicológico).

O matrimônio sofre nisso a mentalidade comum do «usar e jogar fora». Se um aparelho ou uma ferramenta sofre algum dano ou uma pequena avaria, não se pensa em repará-lo (desapareceram já aqueles que tinham estes ofícios), pensa-se só em substituir. Aplicada ao matrimônio, esta mentalidade resulta mortífera. O que se pode fazer para conter esta tendência, causa de tanto mal para a sociedade e de tanta tristeza para os filhos? Tenho uma sugestão: redescobrir a arte do remendo! Substituir a mentalidade do «usar e jogar fora» pela do «usar e remendar». Quase ninguém faz remendos mais. Mas se não se fazem já na roupa, deve-se praticar esta arte do remendo no matrimônio. Remendar os desgarrões. E remendá-los rapidamente.São Paulo dava ótimos conselhos ao respeito: «Se vos irais, não pequeis; não se ponha o sol enquanto estejais irados, nem deis ocasião ao Diabo», «suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente se algum tem queixa contra outro», «ajudai-vos mutuamente a levar vossas cargas» (Ef 4, 26-27; Col 3, 13; Ga 6, 2). O importante que se deve entender é que neste processo de desgarrões e recosidos, de crises e superações, o matrimônio não se gasta, mas se afina e melhora. Percebo uma analogia entre o processo que leva a um matrimônio exitoso e o que leva à santidade. Em seu caminho rumo à perfeição, nenhum impulso, tem aridez estão vazios, fazem tudo à força de vontade e com fadiga. Depois desta, chega a «noite escura do espírito», na qual não entra em crise só o sentimento, mas também a inteligência e a vontade. Chega-se a duvidar de que se esteja no caminho adequado, se é que acaso não foi tudo um erro, escuridão completa, tentações sem fim. Segue-se adiante só por fé.

Então tudo se acaba? Ao contrário! Tudo isto não era senão purificação. Depois de passar por estas crises, os santos percebem quão mais profundo e mais desinteressado é agora seu amor a Deus, com relação ao do começo. A muitos casais não será custoso reconhecer nisso sua própria experiência. Também terão atravessado freqüentemente, em seu matrimônio, a noite dos sentidos, na qual falta todo êxtase daqueles, e se alguma vez houve, é só uma lembrança do passado. Alguns conhecem também a noite do espírito, o estado em que entra em crise até a opção de fundo e parece que não se tem já nada em comum.

Se com boa vontade e a ajuda de alguém se conseguem superar estas crises, percebe-se até que ponto o impulso e o entusiasmo dos primeiros dias era pouca coisa, com relação ao amor estável e a comunhão amadurecidos nos anos. Se primeiro o esposo e a esposa se amavam pela satisfação que isso lhes procurava, hoje talvez se amam um pouco mais com um amor de ternura, livre de egoísmo e capaz de compaixão; amam-se pelas coisas que passaram e sofreram juntos.

24 de ago. de 2011

A FAMÍLIA E A IGREJA





"Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada família de José e Maria. A Igreja não é outra coisa senão a " família de Deus". Desde suas origens, o núcleo da Igreja era em geral constituído por aqueles que " com toda a casa" se tornavam cristãos. Quando eles se convertiam, desejavam também que "toda a sua casa" fosse salva. Essas famílias que se tornavam cristãs eram redutos de vida cristã num mundo incrédulo".
A orientação para a fecundidade do casal orienta para o serviço à Igreja. A consciência disto vem tanto da própria Igreja como da experiência concreta de inúmeros casais cristãos, que compreenderam que sua espiritualidade não atinge somente o âmbito de sua família, mas a Igreja. Se o matrimônio é sinal da Igreja (Cf. Ef 5,32). A família é Igreja enquanto comunidade de batizados. É uma pequena Igreja que se abre ao mundo.
Quando possui clara esta consciência, o casal não se isola, mas se enraíza vitalmente no serviço à Igreja, assumindo a postura de um ministério que nasce como resposta ao convite que Deus faz continuamente para que cresça na graça e se dê generosamente, como sinal de amor e de unidade, com seu testemunho de vida, como ministros da vida física espiritual, pela procriação, educação, hospitalidade e serviço, como apóstolos, através do exercício de outros dons e outros carismas.
O casal cristão é chamado a ser estrutura sustentadora de uma família capaz de encontrar relações novas, não ditadas pela carne e o sangue, mas pela vida nova que Cristo confere pelo Batismo. Isto reduz o egoísmo, e faz com que cresça a caridade, dom do Espírito e se realize a Igreja doméstica.
Podemos encontrar dois exemplos claros disto no Livro dos atos dos Apóstolos: o primeiro acontece quando Pedro foi acusado por entrar na casa de incircuncisos e comer com eles, e respondeu á acusação narrando que havia sido enviado por Deus para entrar na casa de um homem pagão, anunciar a boa nova e batizar no Espírito Santo não somente a ele, mas a toda a sua casa.(Cf. At 11,1-18).
O outro exemplo narra a libertação milagrosa de Paulo e Silas da prisão, que acabou na conversão do carcereiro, a quem eles prometeram: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa". O carcereiro recebeu o batismo no Espírito e os levou para sua casa, onde lhes ofereceu uma refeição e se alegrou com eles. (Cf. At 16,16-34).
O Senhor deseja salvar não somente alguns em uma casa, mas a todos, embora comece por apenas um, e os outros o sigam a seu tempo. Mas precisamos encontrar nele a sabedoria para que a graça acolhida por nós se estenda a todos, e que juntos, nos transformemos em mananciais de graça para o mundo inteiro.
Muitos casais priorizam e cultivam diversos tipos de afinidade e o relacionamento sexual esquecendo a necessidade primeira de alimentar união de suas almas através da oração juntos. Esta oração faz reconhecer a unidade sobrenatural que existe entre os dois, e abre seus corações para as graças atuais que Deus quer derramar em sua casa para que viam as situações que se apresentam no dia a dia.
É na oração que recebe a graça de perdoar um ao outro e amá-lo verdadeiramente. Um pequeno momento de oração facilita o entendimento numa conversa posterior e às vezes até o substitui, tirando as necessidades de explicações excessivas.
É na oração do casal que Deus esclarece sua consciência familiar, corrige os vícios em comum, chama e envia o casal a novos desafios, ungindo-os para cumpri-los.
É claro que a oração em comum não substitui a oração pessoal de cada cônjuge, mas uma se torna estímulo para a outra.
O Concílio Vaticano II chama a família de Igreja Doméstica porque é no seio da família que os pais são " para os filhos, pela palavra e pelo exemplo os primeiros mestres da fé.
"É na família que se exerce de modo privilegiado o sacerdócio batismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os membros da família, " na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade ativa" (LG 10). O lar é assim a primeira escola de vida cristã e, "uma escola de enriquecimento humano" (GS 52). É aí que se aprende a fadiga e a alegria do trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e mesmo reiterado, e sobretudo o culto divino pela oração e oferenda de sua vida".
Não podemos esquecer também certas pessoas que ficam sem família humana. A todas elas é preciso abrir as portas dos lares "Igrejas domésticas", e da grande família que é a Igreja. " Ninguém está privado da família neste mundo: a Igreja é casa e família para todos, especialmente para quantos estão cansados e oprimidos" (FC 85).

23 de ago. de 2011

Fome na África


Crianças que não tem forças para ficar em pé e as vezes nem falar! Pois não comem a dias… E você, é saldavel? Forte? Consegue ficar em pé? Pelo menos consegue falar? Então abra sua boca e Glorifique ao rei dos reis o nosso Senhor Deus e salvador Jesus Cristo, porque se você anda, se você pode ficar em pé, se você tem forças para falar, é porque Deus permiti então faça o mínimo abra sua boca e agradeça todos os dias, todas as horas em qualquer lugar, não tenha vergonha afinal ter vergonha do nosso Senhor é uma coisa absurda! 

Nós temos esquecido o quão valioso nós somos, quão grande foi o preço pago para que tivéssemos mais uma chance. O ser humano tem banalizado tanto o amor que esqueceu o que ele é.
Deus nos deu sabedoria e a temos usado de tantas formas, os países gastam milhões em fabricação de armas mas pouco se tem feito pela população carente.
Tende misericórdia de nós Senhor, pois somos tão miseráveis, ensina-nos a amar...

VEM COM TEU AMOR
VEM COM O TEU PODER
VEM EM MIM VENCER 
POIS NÃO QUERO MAIS LUTAR CONTRA TI
QUERO PERDER
PERDER PRA GANHAR
POBRE ME ENTREGAR
POIS SÓ PREZO A TI EU SEREI
LIVRE PARA AMAR!!!  

"PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU
SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME
VENHA A NÓS O VOSSO REINO
E SEJA FEITA A VOSSA VONTADE
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE
E PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS
ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO
E NÃO NOS DEIXEI CAIR EM TENTAÇÃO
MÁS LIVRAI-NOS DO MAU 
AMÉM"   

"Eis que eu vim para fazer a tua vontade" Hb 10, 9

 Esse é o versículo do salmo 40, que o altor da Carta aos Hebreus coloca nos lábios do Filho de Deus, em dialogo com o pai. O autor quer ressaltar, desse modo, o amor com que o Filho de Deus se fez homem para realizar a obra de redenção, em obediência à vontade do Pai.
  São palavras que fazem parte de um contexto no qual o autor quer demonstrar a infinita superioridade do sacrifício de Jesus em relação aos sacrifícios da antiga Lei. contrariamente a esses últimos, nos quais se ofereciam a Deus, como vítimas, animais ou outras coisas sempre externas ao homem, Jesus, movido por um imenso amor, ofereceu ao Pai, durante a sua vida terrena, a própria vontade, toda a sua pessoa.

 

20 de ago. de 2011

ESTERELIDADE

Esterilidade- Uma marca do mundo pós moderno – 1 Co.4:15-17




Introdução: Muitos casais são surpreendidos pelo drama da esterilidade. Casam-se, sonham juntos com uma família, filhos mas lá pelas tantas se descobrem estéreis. Quando isso acontece a frustração entra e não são poucos os casos onde aquela pessoa estéril entra num processo de culpa e auto-desvalorização pois frustrou expectativas, tanto as sua próprias quanto as expectativas de familiares, da igreja e de toda uma sociedade.



Por falar em frustrar expectativas, na sociedade patriarcal na qual o texto bíblico foi gestado, pesava um forte estigma sobra a mulher que não podia ter filhos. Entretanto, em que pese a dureza desta realidade, a bíblia está repleta de casos onde mulheres estéreis foram desprezadas, humilhadas e Deus as abençoou com tornando-as férteis. Sara, Rebeca, Raquel, a mãe de Sansão, Ana e Izabel), e todas foram agraciadas por Deus e geraram filhos.


No salmo 113.9 lemos: “Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!”. Ester eram realmente um cenário muito hostil para quem não podia ter filhos.





Na sociedade patriarcal, a mulher era valorizada pela condição de gerar filhos, uma mulher estéril, portanto, era considerada inútil, a presença de mulheres estéreis no meio do povo era tido como um sinal de maldição. A esterilidade era tão mal vista entre os judeus, que no Talmude (Segundo livro mais importante dos judeus), estabeleceu a obrigatoriedade do divórcio caso a mulher não gerasse filhos no período de 10 anos.

Agora, o que é esterilidade? Esterilidade e improdutividade, infertilidade, ou seja, a incapacidade de gerar vida.

Agora, vivemos numa era de muitos tipos de esterilidade:

1) Esterilidade de sonhos (perdemos a capacidade de sonhar) – A impressão que tenho é que as pessoas sonham cada vez menos. O grande problemas disso é que muitas vezes, grandes realizações começam com um simples sonho. Talvez por conta dos problemas, das frustrações, sobretudo, vamos perdendo esta capacidade de sonhar.

2) Esterilidade de projetos – Se por um lado grandes realizações começam com um sonho, este sonho precisa se transforma num projeto. Muitos dos nosso intentos não prosperam porque não sabemos fazer projetos. Fazer um projeto dá trabalho. Talvez por isso muitos de nós preferimos fazer as coisas na intuição, sem colocar no papel coisas como missão, visão, objetivos, métodos a serem empregados, alvos, etc. Resultado: fracasso.

3) Esterilidade de amizades (somos extremamente auto-suficientes) – vivemos num mundo de relacionamentos virtuais. Mesmo os reais, pro conta da superficialidade que nos envolve acabam ganhando este tom de virtualidade. Não nos esforçamos para fazer novos amigos.

4) Esterilidade de alegria (nossa alegria sempre depende de fatores externos) – é muito difícil você encontrar uma pessoa plena. Por plena me refiro a alguém contente com o que é e o que tem. Que pode parar, fazer uma auto-analise e se ver completamente satisfeito. Em geral a alegria de alguns está sempre dependo de fatores externos, de agentes motivadores (adrenalina, estimulantes, novidades, etc.)

5) Esterilidade espiritual – Como vivemos numa sociedade impessoal, onde cada vez mais os relacionamentos são virtuais, vamos nos acostumando com a esterilidade espiritual e deixamos de cumprir o nosso papel de pais e mães espirituais. Fomos chamados para produzir frutos espirituais. EmGl. 5 temos uma lista do fruto do espírito. Este é um fruto que precisa ser produzido por todos os cristãos. Será ele que mostrará o princípio da nova vida em nós. Então, a regra deveria ser: cada cristão produzindo frutos espirituais para a glória de Deus, para seu crescimento pessoal e, para a expansão do Reino de Deus.

Agora, sabemos que muitas vezes esta não é a realidade e sim, a esterilidade espiritua

Causas da esterilidade espiritual:

1) Causas “genético-espirituais” – Da mesma forma que a esterilidade física pode ter causas genéticas (formação do nosso organismo), a esterilidade espiritual também pode ter a ver com a nossa formação espiritual. O que estou querendo dizer é que dependo da forma como fomos discipulados, da importância que nossos discipuladores deram a esta questão, este será um tema importante ou não para nós.

2) Estilo de vida desregrado – Stress, fumo e álcool são causas freqüentes da esterilidade. Ou seja, o estilo de vida desregrado de uma pessoa pode levá-la a improdutividade, à infertilidade. Seguindo esta linha, uma vida espiritual desregrada, inconstante, também pode gerar esta esterilidade espiritual

3) Doenças psico-espirituais – Se por um lado existem as chamadas doenças psico-somáticas, quando o que acontece no meu emocional afeta o meu corpo (ansiedade, depressoão0

4) Batalha espiritual – Sabe quem é o maior interessado em pessoas vivendo longe do seu criador, alienadas do amor de Deus? O diabo. Muito da frieza espiritual, da apatia, da falta de desejo de ter filhos, são os aquilo que Paulo chama de dardos inflamados do Maligno. Em Ef. 6 Paulo faz uma descrição da nossa luta.



Cura para a esterilidade espiritual:

1- Oração - Os exemplos bíblicos são abundantes quanto ao poder da oração sobre a esterilidade. Mas, para mim o mais marcante foi o de Ana, mãe de Samuel. “... e, com a alma amargurada chorou muito e orou ao Senhor...estou orando aqui até agora por causa da minha grande angustia e tristeza.”v. 10b; 16



John Knox pediu a Escócia para Deus. Parafraseando Rebeca, mulher de Isaque que também não podia ter filhos, orou assim: Dá-me a Escócia, senão morrerei”.

2- Mudança de atitude – Assim como uma pessoa pode se tornar estéril por conta do seu estilo de vida e para que ela tenha filhos terá que rever seu estilo de vida, nós cristão, se não quisermos passar esta breve existência de maneira infrutífera precisaremos, além da oração mudarmos nossa atitude e, a maior atitude a ser adota aqui nesta noite é a atitude de obediência. Deus nos mandou gerar filhos espirituais.

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