4 de out. de 2011

Comunidade Católica Shalom




A Comunidade Católica Shalom é reconhecida pela Igreja Católica comoAssociação Internacional Privada de Fiéis tratando-se do que hoje a Igreja chama "Comunidades Novas". Sendo Igreja, a Comunidade Shalom serve em seus trabalhos por meio de uma consagração de vida de seus membros. Tem como fim último a evangelização e a formação de filhos de Deus. Os membros consagrados são chamados a ser, no interior da Igreja, discípulos e ministros da Paz; a acolher, viver e anunciar ao mundo a Paz que é o próprio Jesus (cf. Ef 2,14).



Histórico e perfil

Nascida no meio dos jovens, a Comunidade surgiu de um ardente desejo de evangelizar os jovens mais afastados de Deus. Em seu início, no ano de 1982, em Fortaleza-CE, vários jovens vindos da Renovação Carismática Católicatransformaram uma lanchonete em um meio de atração dos jovens a Deus.

Hoje esta Comunidade tem centenas de grupos de oração espalhados em suas mais de sessenta missões espalhadas pelo Brasil e em vários países no exterior (França, Canadá, Itália, Israel, Hungria, Argélia, Madagascar, Suíça, Uruguai, Chile, Guiana Francesa,Inglaterra,Tunísia e Portugal), em cada lugar promovendo eventos evangelizadores de grande e pequeno porte, se dedicando a estes grupos e a cursos e retiros de formação catequética e cristã. Sempre a pedido de bispos locais.

Membros

A Comunidade Católica Shalom é formada por homens e mulheres que se consagram à vida religiosa mediante votos na Igreja (membros missionários consagrados e engajados consagrados) e também por membros dos grupos de oração da comunidade (pessoas que participam dos grupos de oração sem vínculo formal com a Comunidade). Dentre os consagrados, há celibatários, casais, sacerdotes, pessoas em discernimento do seu estado de vida, homens e mulheres, jovens e adultos, todos unidos por esta consagração de vida, com votos de pobreza, obediência e castidade, segundo o estado de vida que acreditam o Senhor lhes chamar.

Reconhecimento pontifício

A Comunidade recebeu o Reconhecimento Pontifício como Associação Internacional no ano de 2007, com decreto vigorando desde o dia 22 de fevereiro. As Comunidades Novas são realidades recentes na Igreja e tornando-se cada vez mais numerosas e bastante presentes no apostolado da Igreja. Já há algum tempo vêm sendo aprovadas nas diversas dioceses gradativamente e aos poucos se iniciam as aprovações em nível pontifício.

No período que recebeu o Reconhecimento, a Comunidade Shalom se tornou a terceira das centenas de comunidades novas do mundo a recebê-lo, primeira da América Latina. O decreto foi entregue ao fundador Moysés Louro Azevedo Filho em Roma no dia 13 de março de 2007 e para o evento ocorreu um festivo Tríduo em Roma, para onde peregrinaram irmãos das diversas dioceses e nações em que a Comunidade está presente.

Uma das falas mais marcantes, com certeza foi a do Papa Bento XVI ao dizer na entrega do Reconhecimento Pontifício à Comunidade Shalom:"Sedes sempre Igreja Missionária!", esta nos fez recordar a fala do Cardeal Aloísio Lorscheider na Inauguração do 1° Centro Católico de Evangelização Shalom em 1982, onde ele nos disse:"Nunca percam o fervor!".

Segundo Emmir Nogueira, co-fundadora da Comunidade, este reconhecimento:
Autentica a Vocação e sua forma de vida como verdadeira;
declara de sua necessidade para a Igreja em qualquer lugar do mundo;
torna a Igreja responsável pela Comunidade.[1]

Serviço na Igreja


É a partir desta vida voltada para Deus na vivência da radicalidade evangélica meditante o seguimento das Regras da Comunidade que promovem todos os seus eventos e apostolados de Evangelização. Alguns de seus eventos como oHalleluya, show musical em Fortaleza, atinge cerca de 970.000 pessoas [2]em seus cinco dias de evangelização e arte, sendo o maior evento de Artes Integradas do país e o maior evento de música católica do mundo. Também com o Luau das Tribos, que através de suas apresentações artisticas e culturais evangeliza em João Pessoa-PB com temas relacionados a paises ou continentes que sofrem sem a presença Santa de Deus. E administra três rádios no Brasil, dentre elas: Shalom AM de Fortaleza-CE, Rádio Cultura de Aracaju-SE e Rádio Boa Nova de Pacajus-CE que formam o Sistema Shalom de Comunicação. Suas cidades que se destacam em quantidade de engajados e em obra apostólica são Fortaleza (sede), São Paulo, Rio de Janeiro, Natal, Salvador, São Luís e Aracaju.

Atua ainda com centros de Evangelização especifícos para jovens, famílias e adultos. Promove na área da arte grandes shows como os Espetáculos da Paixão de Cristo que fazem parte do calendário cultural das cidades de Natal-RN e no Rio de Janeiro-RJ.Sendo a Paixão de Cristo de Natal-RN uma das maiores do Rio Grande do Norte, onde as apresentações se estendem por 3 dias.Realiza também a ExpoNatal em Fortaleza-CE,o Fórum Carismático Shalom, o Congresso Nacional de Jovens Shalom e em diversas cidades do Brasil e até internacionalmente, o ACAMP'S, um Acampamento de Jovens Shalom que proporciona à juventude a verdadeira felicidade.

Na área da Educação, a Comunidade possui um colégio em Fortaleza-CE, o Colégio Shalom.

Trabalha na área de Promoção Humana tendo espalhados pelo Brasil alguns albergues, internatos para tratamento de dependentes químicos(Projeto Volta Israel), creche, abrigos para crianças em situação de risco, distribuição de cestas básicas, sopões, dentre outras atividades de resgate à dignidade humana diversos.

A Comunidade também evangeliza através das EDIÇÕES SHALOM, onde disponibiliza um grande arsenal de produtos católicos para evangelizar; como camisetas, livros, cd's, dvd's, revistas e ícones. O endereço da Loja Virtual das Edições Shalom é: www.edicoesshalom.com.br

Na Internet, possui o Portal Shalom (www.comshalom.org) onde a Evangelização chega milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo.

Rádio WEB

A Comunidade disponibiliza 24h de programação de Rádio FM online. A Rádio 690 Shalom AM de Fortaleza interage com o público da internet no Brasil e no mundo em sua programação. Podendo ser acessada a partir do Portal da Comunidade.

Caminho da Paz

A Comunidade Shalom propõe em sua obra evangelizadora um intinerário espiritual para todos os que desejam dela se aproximar. Este intinerário tem como objetivo levar os seus participantes a crescerem na consciência do seu batismo até alcançarem uma vida de santidade. Para isso os que se sentem atraídos são convidados a engajarem-se em grupos de oração, onde receberão uma formação baseada nos valores do Evangelho e confirmada pelo magistério da Igreja, bem como em serviços, chamados de ministérios, onde ela crescerá como uma autêntica testemunha de Cristo, pronta para partir em missão.

30 de ago. de 2011

MILAGRE DE LANCIANO


"A minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,55-56).
           Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo. Esta presença real da carne de Cristo (uma carne viva, unida à alma e à divindade do Verbo, pois Jesus está hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura há mais de 12 séculos e que a ciência examinou, e diante dos fatos, teve que se inclinar.           Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. E Deus permitiu para todos os que ainda duvidam da presença Eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência. "Isto é meu corpo! Isto é meu sangue!", disse Cristo (cf. Mt 26,26-28).           Este prodigioso milagre deu-se por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, na igreja do mosteiro de São Legoziano, onde viviam os monges da Ordem Basiliana (de São Basílio).
           Entre os monges, havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho Seu verdadeiro Sangue. Mas a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.
           Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:
           "Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"
           A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o monge num novo Tomé.
           A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornado-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha uma aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de formas e tamanhos diferentes.
           Serenada a emoção de que todo o povo foi tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim, construído a mando das pessoas mais credenciadas do lugarejo.
           A partir de 1713, até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal.           Os Frades Menores Conventuais guardam o Milagre desde 1252, por vontade de Landulfo, bispo da vila de Chieti. Os monges da Ordem de São Basílio guardaram o Milagre até 1176 e os Beneditinos até 1252.           Em 1258 os Franciscanos construíram o santuário atual, que foi transformado em 1700 de romântico-gótico em barroco. Desde 1902 as relíquias estão custodiadas no segundo tabernáculo do altar monumental, erigido pelo povo de Lanciano no centro do presbitério.
O Milagre e a Ciência
           Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.
           Foi em 18 de novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo Prof. Ruggero Bertelli, Prof. emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.
           Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:
  • A Carne é verdadeira carne.
  • O Sangue é verdadeiro sangue.
  • A Carne é do tecido muscular do coração (contém, em seção, o miocárdio, endocárdio, o nervo vago e, no considerável espessor do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo).
  • A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana.
  • No Sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes minerais: cloreto, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio. As proteínas observadas no Sangue encontram-se normalmente fracionadas em percentagem a respeito da situação seroproteínica do sangue vivo normal. Ou, seja, é sangue de uma pessoa VIVA.
  • A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por doze séculos e expostos à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos constitui um fenômeno extraordinário.
           E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos:
                                        "E o Verbo se fez Carne!"
           E o impressionante é que é a Carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e portanto a vida – ao corpo inteiro; do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós.           A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. "Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens", disse um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Sagrado Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduziu à cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares, em nossos sacrários e até em nossos corações.           Em todo o caso, guardemos isto: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro. É verdadeiramente que se dá e que eu como.           Tanto na hóstia como no vinho, está Jesus Cristo vivo e inteiro (corpo, sangue, alma e divindade). A comunhão eucarística existe nas duas espécies, na espécie do pão e na espécie do vinho, só que o vinho não é somente o sangue de Jesus, mas sim o próprio Jesus. E da mesma forma a hóstia não é somente carne, mas sim o próprio Jesus. O que aconteceu em Lanciano, acontece em todas as igrejas do mundo e em qualquer missa, a única diferença é que lá em Lanciano além de transubstanciar a substância (pão e vinho), transubstanciou-se também a aparência.
"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a
vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,54).

A FAMÍLIA E AS DROGAS


TUDO PODE ACONTECER
É muito comum ouvirmos afirmações do tipo: Eu nunca pensei que isso fosse acontecer na minha família!
É claro que ninguém espera, e muito menos deseja, que um membro da família, ou um amigo, venha a se envolver com drogas.
Mas, infelizmente, isto pode acontecer. Principalmente com as proporções epidêmicas que o uso e o abuso das drogas vem atingindo no mundo inteiro, inclusive aqui, perto de nós.
O problema, muitas vezes, começa na própria família, com drogas lícitas como o álcool, o cigarro, os medicamentos e outros produtos, que aparecem entre as principais causas de morte evitáveis.
O combate pode ser feito por várias ações: a repressão ao tráfico, a redução da produção e, principalmente, pela prevenção, reduzindo o consumo e evitando que as pessoas comecem a consumir. É a ação mais eficaz, sem dúvida, e pode ser praticada por todos nós.
COMO AJUDAR OS FILHOS?
  • Afeto: Manifestações de carinho e amor são sempre bem vindas. Abrace, beije, incentive os filhos, mesmo em público. Fortaleça os vínculos entre os membros da família, incentivando o clima de afetividade, sinceridade e companheirismo entre todos.
  • Ambiente: Reduza a influência negativa que possa vir de outros grupos. Faça com que o ambiente familiar seja atrativo e aconchegante. Faça com que seu filho se sinta bem em sua própria casa.
  • Diálogo: Ache tempo para conversas e consultas freqüentes sobre qualquer assunto. Reserve um tempo especial para cada membro da família. Mantenha em casa um clima de diálogo franco e aberto. Converse com seus filhos sobre o consumo de álcool e de outras drogas, mas também sobre demais assuntos que fazem parte de seus interesses.
  • Exemplo: Álcool e cigarro são drogas lícitas, mas evite consumi-las, se não quiser estimular os filhos a fazer o mesmo. Viva o que você recomenda aos seus filhos. Mesmo que os contestem ou questionem, terão nos pais os melhores exemplos e guias.
  • Liberdade: Mais autonomia significa maior capacidade de decisão. Incentive a responsabilidade de cada um. Respeite os valores e os sentimentos de seu filho. Evite criticá-lo o tempo todo.
  • Modelo: Cuide para que a relação com os filhos seja fundamentada na confiança e no respeito. Isso cria um modelo de comportamento para eles. Os jovens precisam de bons modelos.
  • Ocupação: Encoraje as atividades criativas e saudáveis de seus filhos, ajude-os a lidar com as pessoas de seu meio, motive-os a tomar decisões, ensine-os a assumir responsabilidades e estimule-os a desenvolver valores fortes e o senso crítico diante das mais diferentes situações, inclusive das drogas.
  • Participação: Tome decisões em conjunto, assim todos percebem que suas opiniões e pontos de vista são respeitados.
  • Presença: Reforce as relações familiares, participe mais das atividades dos filhos. Cresça com seus filhos.
  • Prevenção: Explique sempre aos filhos quais são os riscos do uso de drogas. Ensine-os a não experimentá-las.
  • Princípios: Evidencie os princípios espirituais, em contraposição aos valores materiais.
  • Regras claras: Imponha limites. Quando fizer alguma proibição, não deixe dúvida sobre suas razões. O amor de pai e de mãe precisa ser exigente. Esse amor acompanha, coloca limites, exige comportamentos, orienta respostas, deixa as regras claras e alerta para os sinais de fraqueza. Confie em seus filhos.
EDUCANDO COM VALORES
A educação dos filhos é uma das tarefas mais importantes que podemos realizar, mas é também aquela para a qual menos nos preparamos. Quase todos aprendemos a ser pais seguindo o exemplo que nos deram nossos próprios pais.
Hoje em dia, a extensão do uso do álcool e de outras drogas a nossos filhos, famílias e comunidades tem uma força que era desconhecida até 30 ou 40 anos. Sinceramente, somos muitos os que necessitamos de ajuda para enfrentarmos esta temível ameaça à saúde e ao bem estar de nossos filhos. Por sorte, também temos mais informações sobre o que funciona para prevenir que estes usem drogas.
Como pais, podemos utilizar este progresso em benefício de nossa família.
ENSINANDO PRINCÍPIOS UNIVERSAIS
Cada família tem suas expectativas de conduta que vêm determinadas pelos princípios. Com muita freqüência são estes princípios que ajudam nossos filhos a decidir que não tomarão álcool nem outras drogas.
Os princípios sociais, familiares e religiosos são os que dão aos jovens os motivos para dizer “não” e os que os ajudam a manter sua decisão.
Provavelmente, você já sabia disto e, certamente, já o havia posto em prática em sua casa. Mas não será demais examinar nossas ações como pais. Algumas maneiras que ajudam a clarear os princípios familiares:
  • Comunicar os princípios abertamente. Falar sobre a razão da importância de princípios como a honestidade, a fidelidade, a integridade, a confiança em si mesmo e a responsabilidade, assim como da utilidade que eles tem para ajudar seus filhos a tomar decisões corretas.
  • Ensine a seus filhos que cada decisão se baseia em uma decisão anterior, tomada quando se está formando o caráter, pelo que uma boa decisão faz com que seja mais fácil tomar a seguinte. Somos o resultado das escolhas que fizemos em nosso passado.
  • Reconheça como afeta suas ações o desenvolvimento dos princípios de seus filhos. Os filhos copiam a conduta dos pais. Se os pais fumam os filhos tem mais possibilidades de converter-se em fumantes. Trate de avaliar como você usa o fumo, o álcool, os remédios receitados e inclusive os que se compram sem receita. Considere que com suas atitudes e atos pode estar contribuindo à formação da decisão de seus filhos de tomar, ou não, álcool e outras drogas.
Isto não significa que, se você costuma beber um pouco de vinho nas refeições, ou a tomar ocasionalmente uma cerveja, precisa deixar de fazê-lo. Os filhos podem entender e aceitar que haja diferenças entre o que podem fazer os adultos, legal e responsavelmente, e o que se torna apropriado e legal para eles.
Deve manter, no entanto, esta distinção com toda clareza. A este respeito, seus filhos não devem intervir em absoluto: não devem preparar seu copo nem trazer-lhe a cerveja. E por mais inofensivo que pareça, não permita que provem uns goles.
Muitos de nós fazemos algumas coisas sem pensar no que significam. É algo normal. Porém, se queremos transmitir a nossos filhos a mensagem correta, convém que sejamos precavidos ante determinadas condutas.
Nilo Momm
Membro da Comissão Nacional da
Pastoral da Sobriedade – C.N.B.B.
Contato: nilomomm@ig.com.br

Pai e filho se preparam para cruzar uma ponte pênsil.
Ante o perigo da travessia, o pai adverte o filho:
- Filho, tenha muito cuidado e preste bastante atenção onde coloca os pés, pois é muito perigoso cruzar esta ponte.
O filho, com um olhar, que refletia mais estranheza que obediência, respondeu ao pai:
- Pai, me pergunto: quem de nós dois deve ser mais cuidadoso para pisar, já que a minha intenção é pisar exatamente no lugar que você pisar?

28 de ago. de 2011

Salve, Ó Cruz



Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, MG



No próximo dia 14, a Igreja celebra a festa da Exaltação da Santa Cruz, cuja instituição relembra o episódio de Santa Helena, mãe do imperador romano, Constantino, que, após três séculos de perseguição, deu aos cristãos o direito de celebrar sua fé. Santa Helena teria trazido a cruz encontrada em Jerusalém e, em Roma, a introduzido solenemente nas basílicas constantinianas.



Tomada pelos Persas, no século VII, foi reconquistada pelo imperador Heráclio em 629, que a re-introduziu solenemente na cidade eterna.



Santo Agostinho, já celebrando o cristianismo liberto, exaltava a cruz que brilhava nas coroas reais e encimava as construções e colinas das cidades.



A cruz é realmente um sinal de contradição, como o próprio Cristo, conforme predissera Simeão ao tomá-lo nos braços no templo de Jerusalém. É sinal de vida e ressurreição para os que crêem e de morte para quem nele não reconhece o Filho de Deus.



E para nós, o que é a cruz?



Paulo, escrevendo aos cristãos da Galácia, (Gal. 6,14) nos dá o sentido da cruz: “Eu, porém, não quero saber de gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”



A cruz representa o momento em que pela morte de Cristo como Homem, submisso à condição de toda a criatura, econhecem te para quem nruz que brilhava nas coroas reais e encimava as construç nele e com ele morria o velho Adão para renascer na nova criatura, no novo Homem, no seu corpo espiritual glorificado, na plenitude da imortalidade, na união íntima com Deus.



Na cruz, pelas águas redentoras do batismo, todos os que recebemos o Filho de Deus, na sua morte também morremos para a carne e, na esperança, já temos a plena participação em Cristo. Morremospara o mundo, para o pecado. Vivemos a plenitude da graça: “o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.



Do instrumento da morte, renasce a árvore da vida do paraíso: “Salve o cruz, árvore entre todas nobilíssima, na floresta não há nenhuma igual na beleza dos ramos, das flores e dos frutos “(canto litúrgico).



A cruz é motivo de nossa glória. É nosso sinal que nos identifica com o Redentor. Nela não estacionamos. É a porta pela qual passamos como o Homem Jesus, para fazermos parte da Humanidade redimida.



Quando depois da confissão de Pedro, Jesus expôs aos discípulos a caminhada para Jerusalém, onde deveria padecer e morrer para ser glorificado e resgatar o mundo do pecado e da morte, também nos indicou o mesmo caminho se quisermos ganhar a vida(Cf. Mt. 16, 21-28; Mc. 8, 31-38; Lc.9,21-27).



E na semana da sua Paixão, ao entrar na Cidade Santa, afirma que, na cruz, em que será exaltado, o mundo já foi julgado e o príncipe deste mundo lançado fora, e a si todo o universo atraído (cf. Jo. 12, 31-33), pois nele consta todo o universo (cf. Col. 1,17), nele todas as coisas se completam (cf. Ef. 4,9). Cristo é tudo em todos (cf. Col.3,11). Ele renova todas a coisas (cf. Apoc. 21,5).



Assim, quando este sinal aparecer no céu, quando o Senhor vier a julgar, os servos da cruz, que conformaram sua vida com o Crucificado acorrerão com grande confiança (da Imitação de Cristo II, cap.12) porque por Ele se deixaram atrair e viveram seu batismo, vencendo a carne e, na esperança, já têm a vida do espírito. Já são a nova criatura.



Resgatados por Cristo na cruz, tenhamos grande respeito por este sinal. Com ele, como discípulos e missionários, vamos anunciar a salvação e mostrar ao mundo o grande amor com que somos amados apesar de pecadores, porque que nela o Filho de Deus se entregou à morte por nós, ensinando-nos a viver no amor aos irmãos, e assim construir o Reino de Deus.

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