26 de ago. de 2012

Cultivando a fé, acreditamos no Deus Criador, que é o Pai, no Deus Salvador, que é Jesus Cristo e no Deus Santificador, que é o Espírito Santo. Cultivando a fé, compreendemos que o Altíssimo é uno e trino e que tudo isso nos foi revelado nas Sagradas Escrituras. Cremos,então,que Deus é a verdade.

No dia a dia, nós usamos muito a fé. Temos fé nas pessoas, às vezes até em pessoas em quem não sabemos se podemos confiar. Por exemplo: ninguém pode ser testemunha do seu próprio nascimento, mas a fé que nós cremos nos pais ou no cartório que fez o registro nos faz acreditar na data e no local do nosso nascimento. Do mesmo modo, quando entramos em um ônibus ou em um avião, acreditamos que o motorista ou o piloto são habilitados para nos transportar e nós nem os conhecemos,mas acreditamos neles.

E Deus, que criou todas as coisas e nos deu a faculdade de pensar,de raciocinar, de acreditar? Temos muito mais motivos para acreditar n'Ele, para confiar n'Ele, para nos abandonar livremente em Suas mãos.

A fé que devemos cultivar em relação a Deus é muito mais segura do que a fé que naturalmente temos nas pessoas. Assim, pela fé, cremos no Todo-poderoso e em tudo o que Ele nos revelou. Ele se revela sempre a nós. Primeiro pelos Profetas, depois, através de seu Filho, que é a Sua Palavra. Ele se revela também através do testemunho dos Apóstolos. E, constantemente, através dos acontecimentos da história da humanidade e da história de cada um de nós.

A criança tem uma fé sem limites na mãe, desde muito pequena, porque foi ela quem a gerou, a amamentou, ensinou-lhe a andar e a falar.

E Deus, que preparou um mundo maravilhoso para nós e nos colocou como centro desse mundo?... É forçoso que confiemos n'Ele, com total confiança. Precisamos procurar conhecer a vontade do Pai e realizá-la em nós,porque,como diz São Paulo,em sua Carta aos Gálatas (cf. Gl 5,6), a fé age por amor.

Mas não basta que nós cultivemos a fé. Esta, quando verdadeira, exige ação. Quando temos um amigo,não basta que gostemos dele. Devemos dar-lhe atenção, ajudá-lo quando necessário e possível, e ajudar também as pessoas que ele ama. Se não for assim, a amizade e a confiança não são verdadeiras.

Com Deus, é do mesmo modo. De que adianta a pessoa acreditar n'Ele e não fazer nada para melhorar o mundo que Ele criou com tanto amor? Madre Teresa de Calcutá dizia: "Eu sei que o meu trabalho é como uma gota no oceano, mas, sem ele, o oceano seria menor". E São Tiago, em uma carta, nos diz que "a fé sem obras é morta "(cf. Tg 2,26).

A fé nos leva, portanto, a praticar a justiça em tudo que fazemos.


3 de jun. de 2012

A origem da festa Corpus Christi


- A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula 'Transiturus' de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter 'visões', (que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia).

Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.

A 'Fête Dieu' começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.

A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.

O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.

O ofício divino, seus hinos, a seqüência 'Lauda Sion Salvatorem' são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.

O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.

Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar 'o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia' e 'onde for possível, haja procissão pelas vias públicas', mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: 'Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim'. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

Pe. Julio Oliveira – Missionário da Comunidade Católica Shalom - SP
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1 de jun. de 2012

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus



(...) «Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade, tem piedade de nós».

Invocamo-lo assim nas Ladainhas. Tudo o que Deus nos queria dizer de si e do seu amor, depositou-o no Coração de Jesus e mediante este Coração exprimiu-o. Encontramo-nos perante um mistério inescrutável. Através do Coração de Jesus lemos o eterno plano divino da salvação do mundo. E é um projecto de amor. As Ladainhas que cantámos de maneira admirável contêm toda esta verdade.

Reunimo-nos hoje aqui para contemplar o amor do Senhor Jesus, a sua bondade que se compadece de cada homem, e para contemplar o seu Coração fervoroso de amor pelo Pai, na plenitude do Espírito Santo. Cristo que nos ama, mostra-nos o seu Coração como fonte de vida e de santidade, como fonte da nossa redenção. Para compreender de modo mais profundo esta invocação, talvez seja preciso retornar ao encontro de Jesus com a Samaritana, na pequena cidade de Sicar, à beira do poço, que se encontrava ali desde os tempos do Patriarca Jacob. Tinha ido ali para tirar água. Então Jesus disse-lhe: «Dá-Me de beber», e ela respondeu-lhe: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?». O evangelista acrescenta então que os Judeus não se davam com os samaritanos. E Jesus respondeu-lhe: «Se conhecesses o dom de Deus e Quem é Aquele que te diz: 'Dá-Me de beber', tu é que lhe terias pedido, e Ele dar-te-ia uma água viva (...) a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente de água a jorrar para a vida eterna» (cf. Jo 4, 1-14). Palavras misteriosas.

Jesus é fonte; n'Ele tem início a vida divina no homem. É preciso apenas aproximar-se d'Ele, permanecer n'Ele, para ter esta vida. E o que é esta vida a não ser o início da santidade do homem? Da santidade que está em Deus e que o homem pode alcançar com a ajuda da graça? Todos desejamos beber do Coração Divino, que é fonte de vida e de santidade.

 «Felizes os que observam os preceitos, os que em todo o tempo fazem o bem!» (Sl 105[106], 3).

Irmãos e Irmãs, a meditação do amor de Deus, que se revelou no Coração do seu Filho, exige do homem uma resposta coerente. Não fomos chamados apenas a contemplar o mistério do amor de Cristo, mas a participar nele. Cristo diz: «Se Me amardes, guardareis os mandamentos» (Jo 14, 15). Desta forma, Ele faz-nos uma grande chamada e ao mesmo tempo põe-nos uma condição: se Me queres amar, guarda os Meus mandamentos, observa a santa lei de Deus, segue as veredas que Deus te indicou e que Eu te indiquei com o exemplo da minha vida.

É vontade de Deus que observemos os mandamentos, isto é, a lei de Deus dada no Monte Sinai a Israel, por meio de Moisés. Dada a todos os homens. Conhecemos estes mandamentos. Muitos de vós repetem-nos todos os dias na oração. É um costume muito bonito e devoto. Repitamo-los como estão escritos no Livro do Êxodo, para confirmar e renovar o que recordamos.

«Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair do Egito, de uma casa de escravidão. Não terás outro Deus além de Mim.
Não pronunciarás em vão o nome do Senhor, teu Deus.
Recorda-te do dia de sábado, para o santificar.
Honra o teu pai e a tua mãe, para que os teus dias se prolonguem na terra que o Senhor, teu Deus, te dará.
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não roubarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo.
Não cobiçarás a mulher do teu próximo» (cf. 20, 2-17).

Eis o fundamento da moral dada ao homem pelo Criador: o Decálogo, as dez palavras de Deus pronunciadas com firmeza no Monte Sinai e confirmadas por Cristo no sermão da montanha, no contexto das oito bem-aventuranças. O Criador, que é ao mesmo tempo o legislador, inscreveu no coração do homem toda a ordem da verdade. Esta ordem condiciona o bem e a ordem moral e constitui a base da dignidade do homem criado à imagem de Deus. Os mandamentos foram dados para o bem do homem, para o seu bem pessoal, familiar e social. Para o homem, eles são verdadeiramente a via. Apenas a ordem material não basta. Precisa ser completada e enriquecida pela sobrenatural. Graças a ela, a vida adquire um novo sentido e o homem torna-se melhor. Com efeito, a vida tem necessidade de forças e de valores divinos, sobrenaturais, e então adquire o pleno esplendor.

Cristo confirmou esta lei na Antiga Aliança. No sermão da montanha falava com clareza àqueles que o escutavam: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas: não vim revogá-la, mas completá-la» (Mt 5, 17). Cristo veio para completar a Lei, antes de mais para colmar o seu conteúdo e o seu significado, e para mostrar desta forma o pleno sentido e toda a sua profundidade: a lei é perfeita quando está repleta do amor de Deus e do próximo. É o amor que decide da perfeição moral do homem, da sua semelhança com Deus. «Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, - diz Cristo - esse é que Me ama, e aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele» (Jo 14, 21). A hodierna função litúrgica dedicada ao Santíssimo Coração de Jesus recorda-nos este amor de Deus, intensamente desejado pelo homem, e indica que uma concreta resposta a este amor é a observância na vida quotidiana dos mandamentos de Deus. Deus quis que eles nã se ofuscassem na memória, mas permanecessem impressos para sempre nas consciências dos homens, para que o homem conhecendo e guardando os mandamentos, «tenha a vida eterna».

 «Bem-aventurados os que praticam a Lei».

O Salmista chama deste modo aquele que caminha pela via dos mandamentos e os guarda até ao fim (cf. Sl 118[119], 32-33). De facto, guardar a lei divina é a base para obter o dom da vida eterna, ou seja, da felicidade que jamais tem fim. Ao jovem rico que perguntava: «Mestre, que hei-de fazer de bom para alcançar a vida eterna? (Mt 19, 16), Jesus respondeu: «Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos» (Mt 19, 17). Esta chamada por parte de Cristo é particularmente actual na realidade de hoje, na qual muitos vivem como se Deus não existisse. A tentação de organizar o mundo e a própria vida sem Deus ou contra Deus, sem os seus mandamentos e sem o Evangelho, existe e ameaça também a nós. A vida humana e o mundo construídos sem Deus, no fim voltar-se-ão contra o homem. Disto tivemos numerosas provas neste século XX que está a terminar. Transgredir os mandamentos divinos, abandonar o caminho traçado por Deus, significa cair na escravidão do pecado, e «o salário do pecado é a morte» (Rm 6, 23).

Encontramo-nos perante a realidade do pecado. Ele é ofensa a Deus, é uma desobediência a Deus, à sua lei, à norma moral, que Deus deu ao homem, inscrevendo-a no coração humano, confirmando-a e aperfeiçoando-a mediante a Revelação. O pecado contrapõe-se ao amor de Deus por nós e afasta d'Ele os nossos corações. O pecado é «o amor por si vivido até ao desprezo de Deus», como diz S. Agostinho (De Civitate Dei, 14, 28). O pecado é um grande mal em toda a sua múltipla dimensão. Começando pelo original, através de todos os pecados pessoais de cada homem, dos pecados sociais, dos pecados que pesam na história da humanidade inteira.

Devemos estar sempre conscientes deste grande mal, devemos adquirir constantemente a subtil sensibilidade e o claro conhecimento do estímulo de morte contido no pecado. Ele tem a sua origem na consciência moral do homem, está relacionado com o conhecimento de Deus, com o sentido da união com o Criador, Senhor e Pai. Quanto mais profunda é esta consciência de união com Deus, reforçada pela vida sacramental do homem e pela oração sincera, mais claro é o sentido do pecado. A realidade de Deus revela e ilumina o mistério do homem. Fazemos de tudo para tornar sensíveis as nossas consciências, e preservá-las da deformação ou da insensibilidade.

Vejamos quais são as grandes tarefas que Deus nos confia. Devemos formar em nós um verdadeiro homem à imagem e semelhança de Deus. Um homem que ama a lei de Deus e quer viver de acordo com ela. O Salmista que brada: «Tende piedade de mim, Senhor, segundo a Vossa misericórdia, segundo a Vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados. Lavai-me totalmente das minhas iniquidades, purificai-me dos meus delitos» (Sl 50[51], 3-4), não é para nós um comovedor exemplo dum homem que se apresenta arrependido diante de Deus, que deseja a metanoia do próprio coração, para se tornar uma nova criactura, diferente, transformada pelo poder de Deus?

Apresenta-se diante de nós Santo Adalberto. Sentimos aqui a sua presença, porque nesta terra ele deu a sua vida por Cristo. Há mil anos que ele nos diz, com o testemunho do martírio, que a santidade se alcança mediante o sacrifício, que aqui não há espaço para qualquer compromisso, que é preciso ser fiéis até ao fim, que é necessário ter a coragem de proteger a imagem de Deus na própria alma, até ao preço supremo. A sua morte de mártir chama os homens para que, morrendo para o mal e para o pecado, deixem nascer neles um homem novo, um homem de Deus, que guarda os mandamentos do Senhor.

. Queridos Irmãos e Irmãs, contemplemos o Sagrado Coração de Jesus, que é fonte de vida, porque por seu intermédio se realizou a vitória sobre a morte. Ele é também fonte de santidade, porque nele é derrotado o pecado, que é inimigo da santidade, inimigo do progresso espiritual do homem. No Coração do Senhor Jesus, tem início a santidade de cada um de nós. Aprendamos deste coração o amor a Deus e a compreensão do mistério do pecado - mysterium iniquitatis.

Façamos actos reparadores ao Divino Coração pelos pecados cometidos por nós e pelo nosso próximo. Reparemos pela recusa da bondade e do amor de Deus.

Aproximemo-nos todos os dias desta fonte de água viva. Invoquemos com a mulher samaritana: «dai-nos desta água», porque ela dá a vida eterna.

Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados - tende piedade de nós. Amém.

13 de mai. de 2012

Dia das Mães








MARIA, NOSSA MÃE¹






"Que honra é para mim chamar de minha mãe


A mãe de meu Deus, de meu salvador.


Ensina-me, ó mãe, a caminhar na luz,


Seguindo os passos de Jesus…


Aquele que tudo criou, te escolheu,


você não vacilou, trouxe ao mundo


o autor da vida, de ti nasceu Jesus…


Ensina-me a dizer o sim e


aceitar os planos do Senhor.


Ó mãe querida, és para mim


exemplo de amor !…"






PARA REFLETIR¹:





"Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:


“Nada é mais volúvel que um coração de mãe. E, como mãe, lhe respondo: o filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma, é o meu filho doente, até que sare.


O que partiu, até que volte.


O que está cansado, até que descanse.


O que está com fome, até que se alimente.


O que está com sede, até que beba.


O que está estudando, até que aprenda.


O que está nu, até que se vista.


O que não trabalha, até que se empregue.


O que namora, até que se case.


O que se casa, até que conviva.


O que é pai, até que os crie.


O que prometeu, até que se cumpra.


O que deve, até que pague.


O que chora, até que cale.


E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou: O que já me deixou, até que o reencontre.


(autor desconhecido)






Feliz Dia das Mães!!!

2 de mai. de 2012

São José






Ao meditar sobre São José, o meu coração se enche de amor sem nenhum esforço de minha parte, porque deste homem emana somente amor. O seu coração só sabe fazer uma coisa: amar. Do coração de São José jorra amor como uma cachoeira que jorra água em abundância. Este amor acontece tão suavemente em seu coração, como suavemente nasce o sol. Dentro do seu coração existem sentimentos tão nobres que chego a pensar que o coração de São José não é igual ao dos outros homens.
É difícil não entrar em contemplação ao Pai diante de São José, pois ele verdadeiramente é um dos filhos mais nobres de Deus Pai. Posso concluir inclusive que não poderia ser outra pessoa aquele a quem o Pai confiou os seus dois maiores tesouros: Maria e Jesus.
O Pai, que só é amor, dá a seus filhos infinitas e maravilhosas graças. Dele só emana o que é belo, santo, bom... riquezas incalculáveis! Por isso, São José é mais uma prova do amor divino para com os homens. Ele foi escolhido pelo Pai para ser instrumento importante na salvação da humanidade. Foi preciso para isto que São José abdicasse de seus planos pessoais, de seus sonhos, de sua vida. E ele soube fazer isso com tanta honra e dedicação! Ao tomar conhecimento do plano do Pai, ele esquece de si mesmo, e embora vivendo uma situação desconcertante, vai até o fim, sem medo, sem vacilar.
São José, homem temente a Deus, e por isso mesmo homem que perscruta o coração de Deus, que sabe qual é a Sua vontade, homem que sabe exatamente o que não agrada ao seu Pai de amor. Esse temor o leva a afastar-se das ocasiões de pecado, porque o temor a Deus o leva a ter horror de ofendê-lo.
Esse temor não é um temor servil, pelo contrário, é um dom infuso que capacita aquele que o tem a amar a Deus com amor profundo e comprometido, incondicional, sem divisão, esponsal. Olhando para o homem contemporâneo, será que encontramos nele o temor do Senhor? Em poucos! Por isso mesmo não conseguem ser aquilo para que Deus o criou: Filho de Deus.
Ao colocar Jesus em seus braços, São José compreendeu que a paternidade humana tem sua fonte na paternidade divina. Nenhum homem pode ser pai se não for um chamado divino e essa paternidade só é verdadeira se for vivida aos moldes da paternidade de Deus. São José compreendeu que havia sido escolhido por Deus para ser o pai adotivo de Jesus. Então, como São José viveu a paternidade?
Totalmente como o Pai do céu a viveria: sem egoísmo, sem dominação, com muita compreensão, esquecendo-se de si, sem violência... da forma que vive alguém que se reconhece pequeno, silencioso, sem nenhuma atitude que chame a atenção sobre si. Fiel a Deus e à sua família. Agradecido a Deus Pai pela paternidade que lhe confiara, por ter sido escolhido por Ele para ser o provedor de sua família, pelo pão de cada dia, por ter sido chamado a amar incondicionalmente, além de seus limites.
E que modelo de pai encontramos hoje, dois mil anos depois? Será que encontraremos facilmente outros Josés? Talvez! Esta é uma resposta difícil de ser dada, porque sabemos que a maioria dos pais hoje não possuem um coração como o de São José, antes, possuem um coração fechado para a doação de vida, capaz de levá-los à ruína, e assim, também a sua família. Hoje encontramos, na maioria das vezes, uma paternidade completamente distorcida, distante daquela que o Pai ao criar o homem o chamou a viver, distante como é distante o nascer do pôr-do-sol.
Hoje os pais perderam o respeito pelos seus filhos, os pais traem os seus filhos, em muitos casos não se sentem responsáveis pelo sustento de suas famílias ou se acham com o direito de tirar o pão de cada dia de seus filhos para satisfazer as suas paixões desordenadas. Ou ainda, pais que vivem para trabalhar, apegados ao dinheiro, sem tempo para os filhos, para os momentos de lazer e diálogo.
Encontramos também pais que se voltam inteiramente para a sua vida conjugal, para a sua esposa, como se no mundo só existissem os dois e não deixam o espaço que é necessário para darem a atenção aos filhos. Pais violentos, carrascos, com o coração cheio de maldade, completamente obstinados pela sua crueldade. Esses são tão distantes de São José, modelo para os que querem ser pais segundo o coração de Deus, direção para os que querem confiar somente em Deus, ânimo para os que ainda não crêem que o Pai dá o pão de cada dia.
São José, esposo terno, compreensível, amoroso, que não pensa em si, que só sabe amar Maria, sua esposa, filha predileta de seu Deus. José, esposo de Maria, fiel e presente sempre, dom permanente de amor para os seus dois queridos que, livres das fraquezas e do pecado, acolhiam com caridade generosa suas imperfeições e fraquezas.
São José, esposo de Maria, que em toda prova foi fiel; ele, o mais fraco dos três, o único imperfeito, foi perfeito pai e esposo. Olhando para o homem de dois mil anos depois, encontramos facilmente esposos como São José? Capazes de amar suas esposas como Cristo amou a Igreja? De apresentá-las sem manchas nem rugas?...
São José, homem fiel ao ofício de carpinteiro, exercido para contribuir com o sustento de sua família, mas ao mesmo tempo consciente de que quem os sustentava era seu Pai de amor, que sustenta os pássaros do céu, que veste os lírios dos campos com vestes mais bonitas do que as do rei Salomão. São José, homem que confiava inteiramente na providência divina. Desapegado de tudo, apegado apenas em fazer a vontade de Deus e em fazer sua esposa e seu filho felizes.
São José, que nada possuía, abriu espaço para a visita da divina providência. Quem não se lançar nas mãos de Deus, quem não reconhece que tudo o que tem é providenciado por Deus, é incapaz de abrir espaço para esta nobre visita. Como se relacionam os homens de dois mil anos depois em relação ao dinheiro, ao trabalho?... Conheço muitos que são escravos do trabalho, do dinheiro, avarentos, apegados, não conseguem partilhar a vida com os que nada possuem, completamente fechados em si mesmos, preocupados com o futuro.
Visando apenas lucro, lucro, lucro... escravizam seus empregados ou se deixam escravizar por seus patrões, não têm tempo para as suas esposas, não percebem o crescimento de seus filhos, pois a luta em conquistar a riqueza os cega. Os homens vivem em suas selvas de pedras, cada vez mais competindo uns com os outros, invejosos, fraudulentos, desonestos, corrompidos...
Se você, ao ler este artigo, escrito sem nenhuma pretensão de minha parte, percebe que se enquadra em algum aspecto descrito, tenha certeza de que Deus, através de São José, quer falar-lhe ao coração. Você nasceu com direito à felicidade. Você nasceu com direito à paz. Você pode até dizer em seu coração: “Ela assim escreve porque não vive a vida que eu vivo”... “Se eu não trabalhar a minha família e eu morremos de fome”... “Ela não conhece a minha esposa”... “Ela não conhece os meus filhos”... “Ela não sabe de minha vida”.
É verdade, mas uma coisa posso dizer: Não existe vida mais feliz do que a daquele que esquece-se de si para doar-se ao outro; que tudo faz para que o outro seja feliz; que sabe partilhar dores, bens, alegria, presença; que percebe dia após dia o crescimento dos filhos; que está atento às suas necessidades; que ama sem cobrança ou condições sua esposa ou esposo; que não cobiça os bens dos outros; que não entra nesse jogo sujo que a sociedade moderna chama de progresso.
Olhando para a vida do homem de hoje que vive na era do progresso, podemos afirmar que este progresso corresponde à sua felicidade e realização? Com certeza não! Podemos chamar de progresso o crescimento tecnológico, o desenvolvimento da ciência e de tantas outras coisas que você pode até saber mais do que eu? Sim! Mas paralelo a este progresso, infelizmente, humanamente o homem está regredindo, o homem não é feliz, existe dentro do seu coração um grande vazio e, digo isto porque, como consagrada na Comunidade de Aliança Shalom há 13 anos, atendendo a casais, jovens, adultos, pobres, doentes... que nos procuram para uma oração, uma palavra amiga... constato que os homens assim se encontram.
Faça diferente, faça como São José, suplique sua ajuda, ele é o provedor, o intercessor das famílias, dos pais e esposos que anseiam por viver a vontade de Deus como ele: abandonando todo plano pessoal, obedecendo sempre ao Pai, amando sempre, servindo sempre. São José, pai de Jesus, casto esposo de Maria, rogai por nós!
Por Germana Perdigão
Consagrada da Comunidade Shalom


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