1 de dez. de 2011

No Mistério da Cruz a Misericórdia do Pai




É no mistério da Cruz que se revela plenamente o poder incontível da misericórdia do Pai celeste. Para reconquistar o amor da sua criatura, Ele aceitou pagar um preço elevadíssimo: o sangue do seu Filho Unigênito. (Bento XVI mensagem para Quaresma 2007)


Iniciaremos dia 21 de fevereiro (em 2007, a quarta-feira de cinzas) o tempo litúrgico da Quaresma, este tem por finalidade nos preparar para a Páscoa do Senhor. A liturgia desse tempo conduz tanto os catecúmenos pelos diversos graus de iniciação cristã, como os fiéis, através da lembrança do Batismo e Penitência, para a celebração do mistério pascal.


A duração de quarenta dias da Quaresma encontra seu simbolismo na Bíblia: os 40 dias de jejum de Jesus no deserto (Mt 4,1s), os 40 anos de peregrinação do povo hebreu no deserto até chegar a terra prometida, os 40 dias de jejum de Moisés no monte Sinai (Ex 34, 28), os 40 dias em que o gigante Golias desafiou o povo de Israel até sua morte por Davi, os 40 dias que o profeta Elias caminhou até a montanha de Deus, o monte Horeb, sustentado pelo pão cozido e água (I Rs 19, 5-8), os 40 dias do dilúvio, os 40 dias em que o profeta Jonas pregou a penitência aos ninivitas (Jn 3, 4).


São 6 os domingos da Quaresma, denominados de I, II, III, IV, e V domingos da Quaresma; o 6° domingo é o que inicia a Semana Santa e é chamado Domingo de Ramos ou da Paixão do Senhor.


Neste ano de 2007, ano C a liturgia propõe para a Quaresma um caráter penitencial. “Apresenta-nos uma catequese da reconciliação, tema que encontra seu ápice na Páscoa, sinal supremo da nossa reconciliação com o Pai” Nesse período teremos a graça de mergulharmos profundamente no evangelho de Lucas, aonde a misericórdia é o tema principal.
A Quaresma aparece como este tempo de aprofundamento do discipulato de Cristo, nós seus discípulos, participamos intimamente da sua vida, e nos unimos a Ele nesse caminho de deserto, nesse caminho do grão de trigo que cai na terra para morrer e dar frutos, é tempo de conversão para Deus, de reordenar a vida para o Senhor, de dar espaço para o homem novo.
Neste tempo a Igreja nos convida pelas obras de penitência a se deixar purificar por Cristo, nosso esposo e destaca como meios para isso o jejum, a oração e a caridade, estas devem ser realizadas como participação do mistério de Cristo.


Jejum:
Este deve expressar o desejo de uma conversão interior, pois não adianta abster-se de qualquer alimento, se não se dispõe concretamente a lutar contra o pecado.
A ascese da Quaresma não se restringe ao jejum, mas engloba toda atitude que leve a virtude da temperança, nos libertando dos vícios e pecados, para uma vida nova, fruto da Paixão de Cristo. A ascese cristã tem em vista a renovação interior do homem pelo dom do Espírito Santo, a fim de lutando contra o pecado pela mortificação, sejamos dóceis à ação salvífica de Deus em nós, cujo ápice é a Páscoa de Cristo. O fundamento da ascese cristã é Cristo e sua Paixão. E esta ascese tem por finalidade gerar em nós a “pobreza de coração”, que se entrega sem restrições, plenamente, ao Pai em Cristo e não apenas oferece “coisas” exteriores; o que o Senhor quer de nós na verdade, é um coração contrito e humilhado, livre da auto-suficiência que se manifesta no apego à riqueza e no orgulho; quer que façamos como o publicano que disse, batendo no peito, e foi justificado: Senhor, tende piedade de mim que sou um pobre pecador.


Oração
O período da Quaresma é tempo de oração, de orarmos mais demoradamente e mais profundamente, de orarmos segundo seu significado mais profundo que é a participação na oração de Cristo. Orar para que sejamos dóceis, completamente abertos à vontade de Deus, seja nossa oração um dobrar-se, prostrar-se diante de Deus numa postura interior de entrega plena a Deus. Tempo de escuta atenta da Palavra de Deus, pois é esta Palavra que penetra e é capaz de infundir em nós a luz para reconhecermos a nossa condição de pecador, ela nos convida a conversão e também é ela que gera no nosso coração a confiança na misericórdia de Deus. Por ser a Igreja uma comunidade orante e penitente, esta oração deve ser não só pessoal, mas também comunitária, se valorize mais a graça de rezar junto como Corpo de Cristo.
O Sacrossanctum Concilium recomenda que especialmente neste tempo, não se deixe de interceder pela conversão dos pecadores.


Caridade
A exemplo do Cristo “que tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” também nós seus discípulos possamos movidos por este amor, nos dar aos nossos irmãos em total abertura, lutando contra o egoísmo que nos fecha em nós mesmos e indo ao encontro dos que sofrem, dos pobres.


Orientações práticas para a Quaresma:
Não são permitidas flores sobre o altar. Devido ao espírito penitencial, os instrumentos musicais só podem ser usados para acompanhar os cantos. O silencio dos instrumentos musicais e a ausência das flores indicam austeridade, penitência, conversão em preparação às festas pascais, bem como a cor roxa das vestes sagradas.
Os cantos devem ser adequados a esse tempo e preferivelmente estejam em sintonia com os textos litúrgicos.


Sejam estimulados os exercícios de piedade mais consoantes com esse tempo como a Via Sacra.
A Quarta feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência.
No 4° domingo da Quaresma (Domingo Laetare) e nas solenidades e festas é permitido o uso de instrumentos musicais, bem como de flores no altar. As vestes sagradas nesse domingo podem ser de cor rosa.


Papa Bento XVI

27 de nov. de 2011

Bote Fé



 botando fé na assembléia diocesana

Durante essa semana no centro de treinamento diocesano, muito se falou e motivou-se para esse momento rico que a diocese vivenciará, que é o Bote Fé. As palavras de Dom Valério, bispo diocesano, fez com que todos que lá estavam, ficassem enrradiados com tamanha beleza que será este encontro. Padres, religiosos, religiosas e leigos(representante de movimentos e pastorais), foram impulsionados, a participarem e a colaborarem com a divulgação e a participação. Assim, ficamos ainda mais confiante, pois com as orações de todos, poderenos a cada dia sigrar na barca de Jesus e assim poder dizer, Eu BOTO FÉ!!!

Aqui na Diocese será em 10 de janeiro do seguinte ano. Uma vasta programação está sendo organizada, com um intinerário missionário, vamos passar o dia 10 peregrinando junto com a Cruz e o ícone de Nossa Senhora. Faremos aqui na Diocese de Penedo uma bela e calorosa recepção as margens do rio São Francisco, pois aguardaremos a presença desses dois simbolos de fé, que virá da diocese de Propriá.Este dia será marcado com grande emoção, orações, caminhadas, via sacra, e uma imensa carreata que irá da bela Penedo a cidade de Arapiraca.

6 de nov. de 2011

EMPURRE A SUA VAQUINHA




Um sábio passeava na floresta com seu discípulo. Avistou uma casinha pobre, aos
pedaços. Nela moravam um casal e três filhos – todos mal vestidos, sujos,
magros e aparentando subnutrição.


O sábio pergunta ao pai da família:


- Como vocês sobrevivem? Não vejo horta alguma. Não vejo plantação alguma. Não
vejo animais.


O pai respondeu:


- Nós temos uma vaquinha que nos dá alguns litros de leite por dia. Uma parte
do leite, nós tomamos, outra trocamos na cidade vizinha por alimentos e roupas
e assim vamos sobrevivendo...


O sábio agradeceu e saiu novamente pelo caminho. Logo em seguida, o sábio
avistou a vaquinha e ordenou ao seu discípulo:


- Puxe a vaquinha até o precipício e a empurre precipício abaixo!.


Mesmo sem compreender a ordem, o discípulo cumpriu – empurrou a vaquinha no
precipício!


E ficou pensando na maldade do sábio em mandar matar a única fonte de
subsistência daquela pobre família. Aquilo não saiu da cabeça do discípulo por
muitos anos.


Alguns anos depois, passando pela mesma região, o discípulo lembrou-se da
família e do episódio da vaquinha. Resolveu voltar àquela casinha e ...
surpresa!!!


No lugar da pobre casinha havia uma bela casa. Um pomar ao redor.


Varias cabeças de gado. Um trator novo. Na porta da casa avistou o mesmo pai –
agora bem vestido, limpo, saudável. Logo apareceram a mulher e os três filhos –
todos bonitos e aparentando saúde e felicidade!
Quando o discípulo perguntou
a razão de tanta mudança nesses últimos anos, o pai da família respondeu:


- A gente tinha uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Sem a vaquinha a
gente teve que se virar e fazer outras coisas que nunca tinha feito. Começamos
a plantar, criar animais, usar a nossa cabeça para sobreviver e daí a gente viu
que era capaz de fazer coisas que nunca tinha imaginado e de conseguir coisas
que a gente acharia impossível porque nunca havia tentado fazer. Sem a
vaquinha, a gente foi à luta e a gente só tinha essa alternativa – lutar para vencer!
segundos atrás

27 de out. de 2011

Coragem!!!


Leitura da Carta aos Hebreus. 10,35-39


35 Não abandoneis, pois, a vossa coragem, que merece grande recompensa. 
36 De fato, precisais de perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu. 37Porque ainda bem pouco tempo, e aquele que deve vir virá e não tardará. 38 O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele”. 39 Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens da fé, para a salvação da alma. 

- Palavra do Senhor. 
- Graças a Deus.
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Reflexão: 

Coragem é a junção de dois atos, sentimentos formidáveis em nós e que precisamos continuamente exerce-lo no Senhor a cada dia. Coragem significa o Agir do coração a força que vem de dentro para fora, força que impulsiona, decisão de sermos inteiramente daquele que merece todo o louvor e gratidão,por isso, em nenhuma situação da nossa existência podemos abandona-la o Senhor é fiel e quer nos ter junto a Ele, porque nos ama incondicionalmente e para que unidos a Ele levemos cada vez mais e mais filhos e filhas para o céu.

E na perseverança que se alcança o favor de Deus, é nela que nos tornamos íntimos dele, pois, quantas preocupações temos em nossas vidas ou ainda em um plano menor a cada dia, a cada hora, nos enchemos de tantos afazeres que desperdiçamos nossos dons para o Senhor e também o nosso tempo. Sejamos portanto, PERSERVERANTES na vontade e nas obras que o Senhor nos confiou, e assim alcançaremos o seu favor, ou seja, suas promessas.

Se você algum dia já experimentou o Senhor, já sentiu sua presença, mas tem andado distante, hoje neste momento o Senhor diz: Volta pra casa, os meus braços seguem abertos como na cruz. Tenha essa coragem de abandonar o que você tem vivido e venha viver para o Senhor no Senhor, seja onde você estiver, aquele que do seu ser jorrou sangue e água lhe espera para lavar e purificar o seu coração. 








12 de out. de 2011

O que significa ser missionário para o Reino de Deus?‏




    Podemos imaginar o começo da Igreja. Os apóstolos estavam certamente reunidos com Nossa Senhora, depois da morte e da ressurreição do Senhor, e eles se perguntavam se aquele era o começo do Reino de Deus. Naquele momento, o que eles pensavam sobre o Reino de Deus era uma concepção nova acerca do mundo, uma concepção nova sobre a vida cristã. E o Senhor alerta: "Não cabe a vocês saber quando começa e quando termina esse Reino, mas vocês têm a missão de proclamar em todos os lugares da Terra que o Reino de Deus está implantado, que ele começou". E eu imagino que agora, dois mil anos depois, cada um de nós pode perguntar: "É agora, Senhor, que tu vais implantar o Reino dos céus?". E o Senhor responde mais uma vez que não cabe a nós conhecer quando começa e quando acaba esse Reino. Mas nós também recebemos a missão de proclamar até os confins da terra que o Reino dos céus chegou. E lembremos o que o Senhor nos diz:    "Eu estarei convosco até o fim dos tempos".
    Irmãos e irmãs, é essa a missão que o Senhor dá a cada um de nós hoje. Ainda hoje o Senhor conta com cada um que está aqui e o envia como missionário para anunciar o Reino de Deus. Essa é uma grande responsabilidade que o Senhor coloca nas nossas mãos.
    O que significa ser missionário para o Reino de Deus? Antes de qualquer coisa, é ter o coração cheio de amor a Deus e aos irmãos. Aquele que não se enche dessa graça dada pelo amor de Deus não tem como pregar o Reino para os seus irmãos e irmãs. Ser missionário significa dar-se totalmente pelo Reino de Deus. Ser missionário significa também desprender-se de tudo e de todos, de todas as seguranças e viver somente para o Reino e para o seu anúncio.
    Alguns de nós tiveram a graça de ir em missão para outro país, outros receberam a graça de ir para outra cidade, mas a maioria de nós é chamado a ser missionário de uma maneira diferente, na própria cidade. É possível ser missionário no próprio país, na própria cidade, na própria família. Eu posso até desejar pregar o Reino de Deus muito longe, mas se esse amor apostólico não existe na minha vida cotidiana, com a minha família, se ele não queima em meu coração para evangelizar a minha família, será muito difícil que ele queime para que eu vá anunciar o Reino de Deus fora.
    É necessário que a cada dia eu me alimente de Cristo e dele viva, para que, também a cada dia, eu possa anunciá-lo ao outro. Toda missão verdadeira começa dentro de mim mesmo, do meu relacionamento com Deus, do meu amor com Deus, da minha intimidade com Ele. É por isso que Santo Agostinho diz: "Senhor, eu te procurei tão longe e não te encontrei, vim te encontrar aqui mesmo, dentro de mim".
    Meus irmãos e irmãs, essa preparação interior é indispensável, porque se eu não encontrei Deus em mim mesmo, se não tenho a riqueza de Deus no meu coração, não terei nada para dar aos outros. Essa profundidade interior, essa vida espiritual profunda é um dom do Espírito Santo, é uma graça que nós devemos pedir para que possamos ir anunciar o Evangelho aos nossos irmãos. E é por isso que João Paulo II repete inúmeras vezes que a qualidade da fé do terceiro milênio depende da fé e da santidade daqueles que anunciam, que são apóstolos.
    Para que seja possível a santidade no terceiro milênio, o Santo Padre conta com a santidade daqueles que anunciam a Palavra de Deus. Porque, somente tendo anunciadores santos, teremos um tempo novo de santidade.
    Então, quando nós caminharmos nessa santidade e anunciarmos a Palavra de Deus nesse espírito de santidade, poderemos entrar no terceiro milênio dizendo: "Nós fizemos somente aquilo que é a vontade de Deus".
    Na missão, não podemos esperar nada de Deus. Jamais poderemos dizer: "Olha, Senhor, o que eu fiz por ti; agora me dá o retorno". Ser missionário é trabalhar sem esperar retorno, como o servo inútil que se colocou a serviço do senhor sem esperar recompensa.
Então, vocês sabem que nós somos apóstolos da Palavra de Deus e podemos anunciá-la na nossa cidade, na nossa família, mas podemos também ser enviados para anunciá-la fora, se assim o Senhor o desejar.
    E que este Senhor, que hoje nos envia, sempre nos acompanhe. Se nós tivermos a consciência de que o Senhor nos acompanha, a nossa missão não será bloqueada por nenhuma dificuldade. Com a graça e a ajuda do Santo Espírito nós poderemos, apesar das dificuldades, continuar o anúncio do Cristo. Orem, orem sempre. Porque a nossa força vem sempre da oração. E que o Senhor nos abençoe e nos dê a força de anunciar o seu Filho, que é o mesmo ontem, hoje, amanhã e pelos séculos dos séculos.
    Quando vocês se reunirem, lembrem-se de fazer uma pequena oração também pela África, porque o Deus que nos criou quer que todos sejamos um só em seu Filho. E lá onde está o Filho, que é imagem de Deus, aí também deve estar o nosso pensamento e a nossa oração.
    Breve testemunho sobre a catolicidade na África
    Na África, a realidade católica é muito diferente de um país para outro.
    O Congo, por exemplo, tem 45 milhões de habitantes, dos quais 22 milhões são católicos. Batizados são mais que isso, mas não freqüentam a Igreja.
    Existem países como a Nigéria, que tem 120 milhões de habitantes e somente 5% são católicos, os outros são muçulmanos.
    Existem também povos que ouviram falar de Jesus Cristo há muito tempo, mas a sua cultura não lhes permite a manifestação pública da fé, que é vivida de maneira privada.
   O grande esforço é unir a evangelização ao desenvolvimento. Porque o grande desafio é a pobreza, que é desejada por aqueles que dirigem o país e não têm interesse em favorecer a dignidade humana.

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